Rui Costa quebra o silencio e revela que as saídas dos jogadores Não fazia sentido…

Presidente encarnado sublinha que o croata saiu por conta do excesso de avançados no plantel.

Na extensa entrevista que concedeu esta sexta-feira à BTV, Rui Costa deu a entender que foi Gonçalo Guedes quem pediu para sair do Benfica rumo ao Villarreal em janeiro.

“Não era nosso jogador, estava emprestado pelo Wolverhampton. Como toda a gente sabe, infelizmente, foi fustigado por estas lesões todas e que o condicionou no início da época a ganhar espaço. Estava com poucos minutos, e não sendo nossa, teve esta oportunidade de voltar a Espanha com o treinador que tinha tido no Valencia.

Foi uma vontade muito grande do jogador à qual cedemos, dentro da política do clube. A vinda do Rollheiser, antecipadamente, preenche essa vaga. Não estava a ter, infelizmente para todos, a importância que se esperava no início da época. Não posso esquecer, até porque será sempre um de nós, o comportamento dele.

Aquilo que se passou o ano passado em Alvalade, com aquela grave lesão no joelho… Ainda hoje, nem eu nem os médicos, conseguimos perceber como aguentou os últimos 15 minutos a jogar naquelas condições”, começou por dizer.

“Perdeu aquele tempo inicial de época, ainda a recuperar da lesão, e foi perdendo espaço. Não fazia sentido não aceitar a mudança dele para Espanha. Estávamos mais ou menos já preparados para essa saída. É um jogador que precisa de minutos para jogar. Se não encontras num sítio, vais procurar noutros”, prosseguiu.

Confrontado com as saídas de Petar Musa e Chiquinho, Rui Costa sublinhou que a mudança do croata para a MLS se prendeu com o excesso de avançados no plantel, ao passo que o médio teve uma oportunidade para jogar com maior regularidade.

“O Petar é uma questão diferente… Teve mais minutos, mas ainda assim, com a recuperação de Arthur Cabral, com a vinda de Marcos Leonardo, e com a aposta de Tengstedt, fazia pouco sentido continuar com quatro ponta de lanças. Aparecendo uma proposta como apareceu para o jogador e para nós, considerámos oportuno fazer essa mudança, sabendo que o Musa nos deu muito tanto este ano como no passado.

Um jogador influente a sair do banco, mas fazia pouco sentido nós termos quatro jogadores para jogar apenas um. Dentro da política financeira do clube, onde é preciso criar este balanço, uma proposta que pode chegar aos 12 milhões de euros era vantajosa, correndo o risco dele chegar com menos minutos e não haver uma proposta suficiente para aceitar. Admito que quisemos aceitar esta proposta”, vincou Rui Costa.

“O Chiquinho foi um elemento extraordinariamente importante do plantel, que teve maior importância no ano passado quando saiu Enzo e tornou-se titular na equipa que nos levou ao título. Terminava contrato este ano. Com o aparecimento de João Neves e a chegada de Kokçu, não estava a ter os minutos desejados.

Estava a cinco meses de terminar contrato, teve esta situação para ele. Para acabou por ser não exageradamente vantajosa do ponto de vista financeiro, mas melhor do que sair daqui a seis meses livres. Considerámos que poderia ser uma saída airosa para ele. Entendemos por aquilo que deu, jogando ou não, não merecíamos que lhe cortássemos esta oportunidade. Era a solução ideal para ambas as partes”, finalizou o presidente do Benfica.